GUERREIRAS DOS TEMPOS!

8 de novembro de 2011

Sempre fui fascinada por mulheres guerreiras poderosas que dominavam a arte da guerra contra os machos tiranos. Lembro que quando criança gostava de imitar as cenas de ação do seriado “a mulher biônica” – com Lindsay Wagner – e isso me levava a viajar num mundo maravilhoso de fantasia. No meu íntimo, eu sabia que precisava lutar por algo a favor do próximo, só não conseguia encontrar uma causa que valesse a pena!  O tempo foi passando e novas heroínas foram surgindo nos seriados de TVs. Quem não lembra ou nunca ouviu falar de Xena, a princesa guerreira?

Xena é uma personagem fictícia de uma princesa guerreira em busca por redenção devido ao seu passado criminoso. Logo após seus 17 anos Xena deixou sua aldeia e se tornou uma ladra e assassina aterrorizando a Grécia como guerreira de Ares, o deus da guerra, mas arrependeu-se de seus pecados após conviver com Hércules e decidiu usar suas habilidades de luta para ajudar pessoas e aliviar sua culpa. Embora Xena não possuísse a força bruta de seu amigo e aliado Hercules, tinha uma agilidade fora do comum combinada a um dom quase inumano de acrobacias e manejo do Chakram.

Apesar de Xena nunca ter existido, sempre esteve viva na imaginação de quem a criou e apresentou ao mundo. Eu não podia perder um episódio deste seriado e até cheguei a comprar DVDs de suas várias temporadas.

 Talvez Xena seja um plágio da verdadeira história de uma rainha-guerreira celta que viveu durante o reinado do Imperador Nero:

BOUDICA

Boadiceia  (também Boudica) foi uma rainha celta que liderou cerca de 120.000 pessoas, entre os icenos e outras tribos, como os trinovantes, em um levante contra as forças romanas que ocupavam a Grã-Bretanha em 60 ou 61 d.C. durante o reinado do imperador Nero. Estes eventos foram relatados por dois historiadores, Tácito (em seus Annales e Agrícola) e Dião Cássio (em sua História Romana).

O historiador Dião Cássio diz, sobre Boadiceia:

“Boadiceia era alta, terrível de olhar e abençoada com uma voz poderosa. Uma cascata de cabelos vermelhos alcançava seus joelhos; usava um colar dourado composto de ornamentos, uma veste multicolorida e sobre esta um casaco grosso preso por um broche. Carregava uma lança comprida para assustar todos os que lhe deitassem os olhos.”

Boadiceia foi casada com o rei dos icenos que havia feito um trato com os romanos tornando-se aliado do Império Romano. Com a sua morte, Boudica assumiu a liderança de seu povo. Contudo, os romanos ignoraram o testamento e o procurador Cato Deciano apropriou-se de toda a herança do rei falecido. Quando os icenos protestaram contra tal abuso, na pessoa da sua rainha viúva Boudica, Cato Deciano ordenou às suas tropas sufocar o protesto, e estas ultrapassaram-se no emprego da força, açoitando a rainha e violando as suas filhas. Ela ficou revoltada com o tratamento dado pelos romanos e começou uma revolta, unindo os povos próximos da sua cidade para lutar pela libertação do julgo romano. Eles chegaram a tomar e massacrar algumas cidades que estavam sob controle do Império Romano. Depois de algumas perdas, o exército romano se reorganizou e atraiu os rebeldes liderados por Boadiceia, em maior número, para um terreno adequado as táticas militares romanas, comandados pelo governador da Britânia, Caio Suetônio Paulino e conseguiu derrotá-los. Esta revolta foi uma das mais violentas contra o Império Romano.

Fiquei fascinada com a coragem e força desta guerreira diante do poderoso império romano. Lembro que quando li sobre Boudica pela primeira vez não consegui dormir imaginando-a saindo vitoriosa de suas batalhas contra os carniceiros de Roma.

Há algum tempo atrás uma outra mulher que passou a fazer parte do ranking de guerreiras que mais admiro foi a francesa Joana D´arc. Após ser comparada com ela por um amigo militante LGBTT, pude perceber o quão foi extraordinária a atuação dessa jovem numa época em que só os homens lideravam exércitos em batalhas.

Joana d’Arc (em francês Jeanne d’Arc) por vezes chamada de donzela de Orléans, era filha de Jacques d’Arc e Isabelle Romée e foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos, durante a qual tomou partido pelos Armagnacs, na longa luta contra os borguinhões e seus aliados ingleses. Joana foi queimada viva em 30 de maio de 1431, com apenas dezenove anos. A cerimónia de execução aconteceu na Praça do Velho Mercado (Place du Vieux Marché), às 9 horas, em Ruão. Entrou, vestida de branco, na praça cheia de gente, e foi colocada na plataforma montada para sua execução. Após lerem o seu veredicto, Joana foi queimada viva. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena, para que não se tornassem objeto de veneração pública. Foi o fim da heroína francesa.

Inspirada na coragem e determinação dessas mulheres, hoje luto por um mundo melhor e livre da homofobia dos machos religiosos. Minhas armas não são de metais como as que as heroínas citadas acima usavam, mas é a mesma arma usada pelos nossos adversários evangélicos: a Bíblia! Os “santos machos” costumam pregar que a Bíblia é uma espada de dois gumes, mas esquecem que ambos os gumes podem cortar e ferir-lhes também! Se eles usam um lado… Eu uso o outro!

Uso a Bíblia para desfazer o mal psicológico que os evangélicos causam na mente de inúmeros gays que vivem dentro das igrejas sob seus dogmas de fanatismo. Uso argumentos para desfazer os argumentos obsoletos deles. Uso o pecado cometido por eles e seus heróis biblicos para desmitificar o que é pecado para eles. Uso o direito de liberdade proclamado por eles para mostrar-lhes que também tenho o direito e liberdade de criticar o comportamento fanático e homofóbico que exercem na sociedade brasileira, apesar deles ainda serem a minoria.

Sou Andrea Foltz, cidadã brasileira, que tem o mesmo direito garantido pela nossa constituição que é o direito de IGUALDADE!

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